26.3.20

Olá, você está em um bom lugar

Tudo ficará bem. Evite sair de casa o máximo que puder.
Fiquei 75 maravilhosos dias fora de casa e deixei o blog bastante de lado. Mas esse bichinho aqui não morre! Na verdade, estou criando um monte de espaços para me espalhar por aí no mundo virtual, e vou querer ajuda de quem por ventura me lê de vez em quando. Mas não agora, agora é momento de não morrer, né?

Eu estava pronta para virar aquela coisa que mais zoei nos últimos anos, que se chama empreendedora. Mas o momento de introspecção e isolamento é numa esfera global e agora temos que primeiro estar vivos, segundo, bem alimentados e solidários com os camaradas que estão na luta diária correndo riscos por nós, e depois várias outras coisas, mas a mais importante delas: sãos.

Vou investir meu tempo nos estudos, obrigatórios e facultativos; na escrita, que é uma coisa que descobri recentemente que sempre foi meu trabalho, mas que nunca foi meu emprego. Também nas técnicas artísticas e nos experimentos com o que eu tiver em casa de papéis, tecidos, colas, tintas, barbantes e linhas.

Mas eu preciso investir numa coisa muito séria que se chama calma. Sou muito ansiosa, e mesmo Saturno tendo me aparecido em 2019 pra frear essa carroceria, eu dou um jeito de acelerar sempre. O que é horrível. Recebi uma mensagem muito carinhosa da Isabella Marques do Capitonê, falando  justamente sobre ser autêntica e fazer minhas coisas no meu tempo - frase que sempre me dizem e teimo em esquecer -, e não me envolver na chuva de lives que apareceu e entope nossas timelines.

Não que seja ruim tanta informação jogada na internet. Na verdade, adoro. Os trabalhos disponibilizados de graça, o incentivo a pequenos comerciantes, a estudantes, a camaradas. Enfim. Tudo o que a professora da minha atual disciplina não é e nem faz (acredita que a bibliografia da disciplina inteira são dois livros escritos por ela, o trabalho final uma resenha sobre os mesmos, e ela disponibilizou o e-book totalmente PAGO? Perdi a tarde indignada com a questão e vim escrever justamente para ver se a mente desafoga de tanto ÓDIO).

Enfim. O Um Velho Mundo terá irmãos. Todos eles filhos do Estúdio São Jerônimo, que vocês por favor acompanhem. É meu titã ainda criança, que vai ser alimentado com sketchs, atividades experimentais, pequenos textos, muita simbologia, muitas referências. Espero que ele cresça saudável. Que me acompanhe pela vida. Porque foi o emprego que inventei para mim, e que é totalmente a minha cara: atemporal.

Eu e meu estúdio
Agora que minha irmã me ensinou a gostar de seriados, eu tenho muito mais gifs e associações para fazer nos meus textos e outras publicações. E, já colocando em prática uma técnica empreendedora, pergunto a quem lê: como vocês se organizam nos estudos de tantos temas diferentes? Eu sou o clássico cientista enfurnado atrás de uma pilha de livros velhos, tão alienado e enlouquecido que chega a ser ranzinza. Mas, como dito acima, é preciso ter calma, né? Não sei. Como vocês fazem? Comentem e/ou me mandem um e-mail, se possível: umvelhomundo@gmail.com.

E maratonem The Good Place.

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© um velho mundo
Tema base por Maira Gall, editado por Helen Araújo