devaneios repletos de referências e inúmeras playlists, porque a graça da vida é essa

eternamente grávida de ideias

Helen: eu gosto de escrever. Mas acho brega perfil em 3ª pessoa. Porque eu sou eu. Tenho quase 27, me divido entre São Paulo e Paraíba, presente e passado. Gosto de ler, ouvir, assistir. E cito tudo o que conheci em conversas e apresentações, mesmo que aparentemente não faça sentido.
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28 de jul de 2018

14. A saucerful of secrets

Vocês sabem o que é um codicilo? Este post tem a intenção de ser um codicilo. Estou com ele em mente desde janeiro, mas coisas ruins aconteceram, e eu achei que talvez, se postasse na época, poderia ser um presságio e, Deus me livre ser tão cedo assim. Resultados negativos positivos, estou aqui firme e forte para poder palavrear bastante ainda.

Pois então. Não acredito em matrimônio, tanto pelos motivos já apresentados por qualquer pessoa com base em suas próprias ideologias e filosofias de vida, como também por minhas questões pessoais que só Freud explica. O que não significa que eu não queira ter alguém ou alguéns, ou mesmo ninguém.

A minha última formatura na escola foi em 1999. Eu tinha 7 anos e fui oradora de turma. Foi, inclusive, o mesmo ano em que quis levar enxadas para a escola e destruir suas estruturas. A professora Estela brigou comigo naquele dia e, meses depois, chorei de saudade dela. Abri o berreiro mesmo. Depois disso, jamais quis ter formaturas, fosse de Ensino Fundamental, Médio, ou mesmo Faculdade. Mas nem foi por Professora Estela. É por ser ridículo, falso, uma encenação de quinta categoria. Um devaneio, um sonho de uma noite de verão. Tenho tanto asco por formaturas, que peguei meu diploma da universidade muitos meses depois de minha turma, porque preferi colar grau em gabinete - o que ainda é absolutamente ridículo, as pessoas fazem juramentos que sequer cogitarão cumprir em algum dia de suas vidas miseráveis.

Assim também fui com aniversários. No lugar de uma festa de 15 anos, brega em todas as suas possibilidades, falei brincando que queria um violão e o ganhei. Se eu sei tocar esse violão que recebi há 11 anos? Isso é pergunta que se faça? Claro que eu não sei. Até tenho minhas festinhas surpresa, meus Brasis perdendo a Copa ofuscando todo o meu brilho perante aos homens amantes de futebol, mas eu, montar um aniversário, gastando meu dinheiro para convidar pessoas, que convidarão pessoas, com bolos ruins e cheiro de cerveja? Não, meu amor. Me dá um litro de Rainha e muitos abraços gostosos que eu ganho mais.

Enfim. Muitos são os eventos criados pela humanidade para fingir que está tudo bem e que a união é de quereres recíprocos, quando na verdade o que existe é desprezo, avareza e soberba. Tudo é uma questão de poder. Fujo de quase todos eles. Festas de aniversário, festas de formatura, festas de casamento... Mas existe um único evento, comum a todos nós, no qual jamais poderemos faltar. Não adianta a nossa preferência, se os convidados comparecerão. Esse dia sempre chega. Já que - graças a Deus - é inevitável, transferi o propósito do 14º dia dessa minha jornada no 30 day music challenge para algo que com certeza eu tenho que pensar em organizar. Portanto, segue abaixo a música que escolhi para o meu casamento velório.


Antes de vocês se deliciarem com a música do Pink Floyd que mais ouvi em minha vida, segundo minha last.fm, preciso falar meus motivos. Me lembro de comentar com minha amiga Céu sobre essa música, e ela fala que sente uma coisa ruim com ela, ou algo assim. Eu também sinto esse algo, mas não é ruim, é apenas minha alma se rasgando todinha.

A música, que fala sobre guerra e suas consequências, se divide em quatro partes: "Something Else" (0'00") - a configuração da batalha, "Syncopated Pandemonium" (3'57") - a batalha em si, "Storm Signal" (7'16") - a visão dos mortos após o final da batalha, "Celestial Voices" (10'14") - o luto dos mortos. Nela contêm os seguintes instrumentos, listados por ordem de importância: piano, órgão Hammond, órgão Farfisa, mellotron, vibrafone (versão de estúdio), baixo, slide guitar, percussão, bateria e prato.

Nunca fui publicamente religiosa, mas particularmente eu com certeza sou. Já soltei por aí que para mim Deus é o vento que balança as árvores e o silêncio que envolve a terra (ou seja, meu Deus está para morrer). Para mim músicas com órgão e slide guitar seriam a voz de Deus. Bem assim, carola ou beata, como você preferir. Existem estudos sobre música apolínea e dionisíaca; creio que essa música seja o equilíbrio das duas vertentes. Não foi baseada em Guerra e Paz, como The Gates of Delirium do Yes, mas me dá a sensação de guerra e paz comigo mesma.

Esta música é a única coisa deste mundo que me adormece o corpo e desperta a alma. Então, como não escolhê-la para embalar meus ossos que comporão a terra, e servir de poslúdio para minha vida?

14. a song that you would love played at you wedding funeral (uma música que você amaria que tocasse em seu casamento velório)
Dedico aos 75 anos de Richard William Wright, completados hoje, e aos 50 anos desta canção, neste ano de 2018.

O vento de Pompéia nos cabelos da alma do Pink Floyd

23 de jul de 2018

Desculpa a gente pelas crises


Mas tem dia que tá foda.

Procuraremos servir bem, para servir sempre, de agora em diante.

Não sou feliz no século XXI

Sempre, de certa forma, fui muito dona de mim, e daquilo que me rodeava.
- Quero ser Historiadora, papai.
- Mas minha filha, por que você não faz algo que dê dinheiro - direito ou administração, risos -, e depois que estiver estabelecida, segue seu sonho?
- Não, quero estudar História.
Estudei história. Foram os melhores anos de minha vida, obscurecidos pelos anos posteriores. Se eu me sinto bem com alguma coisa, é com a pesquisa, com o marxismo. Estudando História, decidi que não queria dar aulas.
- E aí, Helen, estudando para o concurso? - perguntam alguns colegas de classe.
- Não vou dar aulas. - viram o rosto e me ignoram.

Engatei minha graduação com a copa de 2014 e, logo após, sem férias nem nada, iniciei o curso técnico em Museologia, tendo poucas vezes na vida entrado em um museu, apenas para fugir das salas de aula - engana-se quem acha que fujo de alunos, fujo mesmo é dos professores - e me embrenhar no mundo da pesquisa. Estudei e me encontrei nos museus. Ou me perdi. Amo preservar o patrimônio, divulgar a história, deixá-la didática e fisicamente bonita para toda e qualquer pessoa que se interesse ou que caia ali. Adoro ver a satisfação em seus sorrisos. Mas me sinto oca. De repente, assim.


Amo História. Odeio intelectuais. Amo o marxismo, odeio a burguesia. Amo a pesquisa, detesto os prepotentes rebuscados que não pensam em propagar a pesquisa para o entendimento de todos. Do mesmo modo, odeio aqueles que buscam "democratizar" estudos acadêmicos avacalhando-os porque imaginam que aqueles com "menos instrução" são incapazes de entender de forma não desenhada. Sabe aquela pessoa desconstruída tão artificialmente gentil que fala conosco como se fôssemos bebês incapazes de entender o be-a-bá e chamam a gente de Flor? As pessoas são medíocres.

Eu quero arte, quero filosofia, política e o concreto da arquitetura. Mas não quero os acadêmicos. Os escritórios. Os colegas de profissão. Os "da escala superior de ensino".
Eu quero bares, oficinas mecânicas, prédios em construção. Quero falar bobagens e rir de piadas horríveis, beber e comer e falar mal da vida despretensiosamente e de chinelo, sem, para isso, estar em algum lugar gourmet gentrificado.
Eu assisto filmes suecos, mas não quero estar com aqueles que também assistem e ficam brigando entre si com seus intelectualismos proferidos por aquêle sôtáquê paulistânô, vélhô, sáábê, Juliâná? Bânner Câma Spotshifái Brêja Vilá Madá Píínáá_ MÊU.

Eu odeio São Paulo também. Percebem o tanto de coisas que odeio? Mas não mais que o século no qual tenho que viver. Não sei, de repente eu percebi como não aguento mais isso que vocês inocentemente denominam globalização. Tinha apagado o twitter porque lá só se fala bosta. Quase apaguei facebook pelo mesmo. E o que dizer do stories do instagram? Nem numa missa você vai mais sem os celulares estarem filmando tudo. Se eu fosse Deus poria fogo em todos aqueles aparelhos na missa de Corpus Christi de 2017.

Me sinto muito ludibriada pelas gerações anteriores, onde a vida adulta parecia uma bela de uma putaria, mas somos na verdade corpos virgens cansados se digladiando na linha vermelha do metrô, fazendo piadas safadas na internet mas tendo uma timidez digna de vergonha na vida real, onde nossas festas são jovens estilosos mexendo em seus iPhones e colocando para tocar artistas e bandas de nome estranho que é uma frase sem sentido com o mesmo sotaque que não vou repetir aqui. Nós nem cara de velhos temos mais. Eu sei lá se estou inventando, se estou doida, se sei lá o que. Mas chega o domingo à noite e eu começo a pensar na merda sem sentido que é a vida. A gente se enche de saberes e objetos para preencher um vazio que só se expande. É a fome do Eresictão. Eu queria a simplicidade de um mundo mais silencioso e de luz natural. Do escuro da noite sombrear as árvores, e de ser possível enxergar meu próprio pé pela luz da lua e das estrelas. Sem para isso esse estilo de vida virar moda e hashtag também.

Então hoje, aos 26, diferentemente dos últimos anos da adolescência, não sei que porra estou fazendo que nada me agrada. Não sei o que devo fazer de minha vida. Um breu maior que o final do ensino médio, quando temos correr atrás de uma profissão para sobreviver, pela primeira vez. Temos que pensar em quem nada ou menos que nada têm? Com toda a certeza. Talvez sejam as únicas pessoas que vivam de verdade. Mas angústias são angústias. A minha, a de Graciliano, a de mamãe, a de Vovô Zequinha, que era um Fabiano de Vidas Secas. Sou plenamente consciente de tudo isso, e talvez justamente por isso me agonie viver reclamando de barriga cheia. Era no mínimo um dever estar feliz, mas, e quando o deprimido é justamente o palhaço que se apresenta para fazer o resto da cidade gargalhar?

Agora nem de mim sou dona mais. Perdi a mão, perdeu a graça. São horas preenchidas só para dizer que compareci. As pessoas me vêem rindo e vivendo, então é isso que importa para eles: minha casca. Aí, de repente, chegam aqueles conselhos não solicitados, de quem é Senhor da Razão e sabe das coisas.
- Ah, relaxa.
- Ah, eu já fui assim.
- Ah, não pense nisso.
- Ah, fica bem.
- Ah, isso passa.
Passa. Mas dizer que passa só aumenta a ansiedade para o momento de passar. E ansiedade paraliza. E o que importa é o agora, e não o depois. O problema está agora, a solução deveria estar agora. Então esses conselhos e merda são a mesma coisa. 😀

Now I lay me down to sleep, pois partes desse texto não serão publicadas porque eu seria ofensiva e ingrata demais. Mais do que já fui exatamente agora hehehe


19 de jul de 2018

10. Changes [director's cut edition]

Como boa seguidora de Marx que sou, sempre há uma nota de edição quando obra é republicada. Como não tenho cacife para escrever um livro, muito menos para editá-lo, o que consiste em esgotar a primeira edição para haver uma segunda, terceira, e assim por diante... Edito meus posts mesmo que está de bom tamanho.

Troco toda a década de 1980 e todas as horas de canções desta playlist pela dor, claustrofobia e falta de nitidez dos anos 1970 contidas nesta única música, onde o mellotron tocado por Tony Iommi é como o vento gelado que assobia no mais terrível inverno, cortando como faca o coração da gente, que, ao invés de congelar, passa a respirar doente e descompassadamente, palpitando ofegante e sem forças para pedir socorro, lá no esquisito* da noite do fim do mundo que só existe em Hamlet de Grirgori Kozintsev, a Suécia do Ingmar Bergman, ou ainda as palavras mais lindas e difíceis de Lovecraft. Nem H. P. Lovecraft criaria coisa tão dolorida como isto.

Ingmar Bergman's Jungfrukällan (The virgin spring), 1961
Grifo a palavra esquisito, porque é uma coisa particular que só a minha família talvez tenha ao contar suas histórias, e é coisa que talvez não possa ser explicada por escrito, já que a entonação da voz é que cria a característica especial da palavra, tornando o esquisito longínquo, desesperador, eterno, insuficiente para este mundo. Diz-se cantando: lááá no esquisiiiíto... Com tom de voz fúnebre, grave, quase um trítono. Meu esquisito é o som do diabo.

10. a song that makes you sad (uma música que te deixa triste) - director's cut

It took so long
To realize
And I can still hear
Her last goodbyes

17 de jul de 2018

5. War pigs

Quando fiz o último post, ao navegar pelos mares da internet percebi que o aniversário de Geezer Butler, baixista e letrista do Black Sabbath, estava próximo. E também me lembrei que estava em dúvida sobre quais músicas do Black Sabbath postar no 30 day music challenge. Apois. Existe uma música que não conheço quem não goste e referencie ao Sabbath. Eu diria que é a top 3 da banda em popularidade, já que Iron Man e Paranoid são conhecidíssimas, pelo menos na MTV e nos filmes da Marvel.

Esta música aprendi a gostar ainda com meus 16 anos, querendo ser muito foda roqueira do ensino médio, etc. Mas, meu momento roqueira do ensino médio mesmo foi simplesmente mandar um menino do 3º ano se foder sempre que nos víamos, porque para ele logicamente eu era incapaz de gostar de heavy metal como ele e os amigos esquisitos dele. Garotos, eles são eternas crianças, não importa a idade (e eu muito rancorosa, se vocês querem saber).

Trevosa & Travessa no Halloween do curso técnico em Biblioteconomia, 31 out. 2017
Bom. Essa música está para o Black Sabbath como Another brick in the wall está para o Pink Floyd.  Todo mundo gosta e se acha foda com ela. E eu digo: ainda bem! Porque significa que sempre irá tocar em um cover. Os bocós roqueiros-com-piada-ruim vão tentar banguear suas cabeleiras, mas nenhum headbanger brilha tanto como eu nesses eventos, minhas amigas, meus amigos. Porque eu sou uma leoa. E eu fico doida depois de algumas doses e ao balançar a cabeça. Porque, assim, dizem que quando você dança o álcool evapora e você fica menos bêbada. Não eu, quanto mais me mexo, mais eu fico alucinada e trepidante. Mas arrasando, porque sou linda e maravilhosa quando toca

5. a song that needs to be played loud (uma música que precisa ser tocada se possível no último volume) - tradução própria e livre

Eu não só nos covers, mas todos os dias por dentro, não importa a situação
Eu no dia seguinte dos covers, de dor

Continue lendo meu 30 day music challenge!

14 de jul de 2018

22. N.I.B.

Hoje (Ontem) não só é sexta-feira 13, como também dia do rock. Centenas de músicas mexem comigo uma hora ou outra nessa minha vida. Diferentemente de quem usa o Noisli para relaxar (também uso), o que me faz mesmo absolutamente calma e confortável são as melodias do Geezer Butler, baixista do Black Sabbath.

Geezer Butler, 1970
É como se cada uma das quatro cordas fossem todas aquelas terminações nervosas.  Essa música me motiva porque me vira do avesso, como se eu fosse uma serpente na hora da troca de pele, e o que está dentro precisa ser exposto, assim como o que está exposto precisa ser limpo e jogado fora.

Nem estou a fim de escrever, então fica aqui a melhor resposta que eu poderia dar para o dia 22 do 30 day music challenge:

22. a song that motivates you (uma música que te motiva)
Por Eugenio Eduardo



The Inner life of Helen Araújo

Aprenda a tocar vendo esse vídeo aqui, caso a partitura não seja a melhor forma para você treinar. Eu nem sei ler, mas acho lindo.
Leia mais posts do meu 30 day music challenge!

10 de jul de 2018

Para eu sentir que aproveitei bem o feriado

Seguindo estes moldes, vou listar o que fiz de útil nesses últimos dias, para aguentar os próximos suavemente:
  • Fiz 26 anos (curiosidade: há 20 anos, no meu aniversário de 6, a França ganhou do Brasil; no meu aniversário de 26, a França ganhou, e o Brasil perdeu da Bélgica, país natal das minhas botinhas que usei no tetra, em 1994 - é minha 7ª copa)
Bandeira do Brasil feita por tia Rivanda, eu ainda morava em Solânea-PB no ano do Tetra
  • Passei meu aniversário comemorando junto com a Frida (em respeito a ela vou evitar aqueles trocadilhos ridículos com seu nome), que também é do dia 6, assistindo... Frida (essa mulher é muito mais do que o marketing nojento que fazem com o seu exterior: ela é mais ainda sua personalidade e o seu comunismo, que não foi para sempre trotskista, graças a Deus)
  • Agradei mamãe e fui numa promoção de loja de móveis e saí de lá contente com um aspirador de pó (percebi que foi o presente que me dei)
  • Aspirei 60% do meu quarto, arrumei o guarda-roupa e até parece que mudei de endereço
  • Fiz um tapete de crochê e já botei minhas gatas para brincar em cima dele (o canal do youtube foi uma dica da Bruna Guedes, que é melhor no crochê do que eu)
  • Fiz as unhas, coisa que me faz relaxar
  • Ouvi meus vinis do Gonzagão e do Nelson Gonçalves
  • Assisti "As princesas dançarinas" do Teatro dos Contos de Fadas, porque li este post
  • Baixei A Paixão de Ana
  • Baixei os 200 eps. de Sailor Moon de 1992, porque é o ano em que nasci, porque sou a Serena (que também é canceriana e cheia de luas), e porque o Darien é o sonho de toda garota que se chama Helen e tem um blog chamado Um velho mundo
  • Continuei sentindo dor nas costas
  • Assisti tutorial de maquiagem... do Gene Simmons hahaha 😝 (planos)
  • Almocei churrasco e cachaça de barril na casa do meu tio, e minha prima-sobrinha pela primeira vez me pediu colo nhooo
  • Conversei com minha prima e minha nenê
  • Estourei uma pimenta não na panela de pressão com a sopa, mas no meu prato e quase morri de ardor e de felicidade 🌶
  • Assisti documentário do Red Hot Chili Peppers (a Sara Oliveira é chatinha, eles repetem muitos adjetivos, mas a nostalgia é uma delícia) no libreflix, site que me foi apresentado hoje e me foi bastante útil
  • Estou vendo documentário rápido sobre a Volkswagen e a Ditadura brasileira
  • Assisti o primeiro Indiana Jones e não foi tão legal, porque percebi que 99% dos filmes atualmente têm as mesmas características e gatilhos de emoções (deu até medo de rever A Múmia, porque se há historiadores inspirados no Indiana, que não é tão bom, imagina o que posso perceber de A Múmia, que basicamente decidiu minha formação acadêmica?); a Marion grita o tempo todo, ele luta demais e tem enigmas históricos de menos, o nazista tenta imitar o Dr. Strangelove mas é um Professor Tibúrcio todo cagado e o cara mais bonito do filme é o Sallah, porque o Harrison mesmo só ficou bonito depois de velho. P.S.: só vi o filme porque tinha o Alfred Molina, que eu adoro e que foi um ótimo Diego Rivera (teaser do que seria eu fazendo resenhas)
  • E eu, que passei o Ensino Fundamental II reproduzindo obras do Diego Rivera, o mexicano comunista dos murais marido da Frida, e não sabia? hahahaha a gente se inspira e nem sabe em quem.