devaneios repletos de referências e inúmeras playlists, porque a graça da vida é essa

eternamente grávida de ideias

Helen: eu gosto de escrever. Mas acho brega perfil em 3ª pessoa. Porque eu sou eu. Tenho quase 27, me divido entre São Paulo e Paraíba, presente e passado. Gosto de ler, ouvir, assistir. E cito tudo o que conheci em conversas e apresentações, mesmo que aparentemente não faça sentido.
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4 de mar de 2018

doing things there's no reason to do

Esta é uma dessas noites em que não há nada. Imagine se fosse sempre assim. Vazio. Apático. Sem luz. Sem dança. Nem mesmo insatisfação.
BUKOWSKI, Charles. O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio
Hoje é domingo (pé de cachimbo). Domingos são horríveis como as segundas-feiras. Mas, às vezes, domingo é o "pior, o mais desgraçado entre todos os dias da semana". Então estou aqui, me sentindo um nada, e lembrei que tirei umas fotos bonitinhas que não tenho saco para postar no instagram, ou em lugar nenhum. Do mesmo modo, não tenho inspiração alguma para postar aqui pelos próximos dias.

Já que não tenho como gastar 45 reais com muita frequência para ter um filme de máquina analógica, estou aqui sendo jovem e utilizando o kuji cam, indicação do memorizeis.
lindo demais
Quando eu soube de Jean-Michel Basquiat no CCBB esperei ansiosamente para poder visitar a exposição. Isso porque conheci sua história no filme Basquiat: traços de uma vida, que se entrelaça com diversas histórias e artistas que admiro demais. Exemplos: David Bowie, que interpreta Andy Warhol; Vincent Gallo, que interpreta a si mesmo, pois era amigo do Basquiat e participou com ele do Gray, com o disco A shades of..., que conheci recentemente com indicação do youtube, já que eu estava ouvindo John Frusciante, que por acaso é amigo do Gallo, que eu conheci por ter dirigido o videoclipe de Going Inside do Frus, e eu amo o motherfucking Frusciante desde o Red Hot Chili Peppers... E por aí vai.
o de cima sobe, e o de baixo desce
Umas fotos bobas de escada porque a Caixa Cultural é um belo edifício. As exposições em voga se encerravam hoje, e só tinha visto a metade sobre A construção do patrimônio comemorando os 80 anos da criação do IPHAN, então fui lá ver. Descobri o caranguejo do Portinari, que é o caranguejo desenhado mais bonito que já vi. Sofri pelo destombamento e destruição de diversos edifícios históricos brasileiros. Alguns da época da colonia, um absurdo. Amigos me dizem que é necessário, porque não dá para preservar tudo, mas nesses casos é ignorância capitalista mesmo.

sede da Caixa Econômica Federal de São Paulo em 1939
Também conheci José A. Figueroa, e suas fotografias de Cuba bem no período da chegada de Fidel ao poder. Agora, pretendo me acabar na mostra de Tom Zé: 80 anos. Porque esse homem sou eu.