15 de jul de 2015

13 discos de 13 bandas de rock - 8 a 13

8. Raul Seixas - Krig ha, bandolo! (1973)
Eu disse ontem que gosto de começos. E esse é um começo: primeiro disco solo de Raulzito, e é destruidor mesmo! Não tem uma música que eu não goste de Raul, que por acaso também é um pedaço de mim desde que me entendo por gente. De fato, devo ouvi-lo por influência de papai desde os quatro anos de idade. E falando em papai e Krig ha, quando ele voltava da casa da minha tia na rua de cima era sabido por todos porque ele cantava no quintal EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEU SOU A MOSCA bem desse jeito, e eu já era grande quando descobri que era nada mais do que Raul.

Tenho muita história raulseixista pra contar, então não vou me estender muito. O fato é que adoro esse disco, tem a maravilhosa Ouro de Tolo que é tão saborosa quanto os livros de Orwell e Huxley, porque nos conta tanto de como a sociedade é. Quando você crescer é mais sutil e irônica (ou sarcástica, nunca sei distinguir), mas já é de anos depois. Tem Metamorfose Ambulante, que é conhecida de todos e a Globo adora postar se fingindo de boazinha mas com um je ne sais quoi de falar dele em um desagradável tom de troça. Bom, graças ao Giannazi dia 21 de agosto é dia oficial de passeata em homenagem a Raulzito em São Paulo. Bora!
9. Led Zeppelin - Led Zeppelin (1969)
Led é a única banda que me lembro de ouvir todas as músicas e gostar de todas, por mais que não seja uma das minhas cinco bandas favoritas. É maravilhosa mas não necessita ser favorita para ser reconhecida.
Nesse disco não tem Going to California (que me lembra praia, pois fui pra praia uma manhã ouvindo encantadora canção), Tangerine (que já desenhei), Immigrant Song (que tem uma ótima versão no Shrek II) ou a suprema Kashmir (que conheci na novela da Naza), mas reúne pérolas como Good Times Bad Times e Babe I'm Gonna Leave You. O que mais adoro no Plant - e não tenho nada de musicóloga pra saber o que estou dizendo - são suas palavras estendidas na canção (como chama isso tecnicamente?). É inclusive minha parte favorita de Kashmir, lá pelos 4m10. Só mais um pouquinho de Babe, baaabe, baaabe, baaabee...
10. Rush - Permanent Waves (1980)
Não sei se ficou perceptível que esse é o primeiro disco oitentista da lista. Conheci Rush na rádio, e não pude mais esquecer por alguns motivos incomuns (fora outros relacionados diretamente à banda): adoro Everybody Hates Chris, e como o Chris Rock tem um puta bom gosto musical, tem Tom Sawyer num dos episódios. Assim como tem Tom Sawyer na Liga Extraordinária (só não tem Tom Sawyer nesse disco que escolhi), um filme que adoro por motivos de Sean Connery e o melhor Dorian Gray que eu já vi (porque o imagino assim, somente assim) e detesto por motivos de Tom Sawyer e Mina - acho que esse filme merece texto também.
Sempre curti a voz do Geddy Lee, mas sou tão retardada que só esses dias percebi que ele tem as características que mais gosto em músicos que são o seguinte: voz incomum, contrabaixo e teclado. Geralmente essas coisas são em separado, então esse homem é um achado! Mas o que me faz ouvir Rush também é o Neil Peart, que creio que foi o cara que me fez prestar atenção no som da bateria doutras bandas. Conheci pessoas bacanudas por conta de Rush, também. E o que é Jacob's Ladder, camaradas! Ouçam, somente ouçam!
11. Deep Purple - Perfect Strangers (1984)
Me foi complicado escolher um disco do Deep Purple. Ia colocar o Stormbringer porque tenho em vinil e achei muito massa e diferente o som, mas é justo um disco que tem o David Coverdale e não o Ian Gillan. Eu adorei o disco, mas o Ian Gillan é a minha voz favorita, pra falar a verdade. É poderosíssima, vide Child in Time que é minha música querida da banda, por Ian e por Jon Lord. Poderia colocar o The Battle Rages On com sua mística Anya, chegando assim nos anos 1990. Mas Perfect Strangers é o que há. E eu ainda não ouvi Deep Purple o suficiente para ter certeza se é meu disco favorito ou não, mas tem Perfect Strangers, oras!
E vamos deixar claro que é 1984, o ano mais significativo em n aspectos, e queridíssimo por mim em questão de literatura, cinema, etc. e tal. Dar também uma atenção maior a Son of Alerik, que é linda demais.
12. Focus - Focus III (1972)
Foi pensando na lista para esse texto que lembrei como fazia tempo que não ouvia Focus! Falei de dois excelentes flautistas aqui (Peter e Ian), mas quem me fez conhecer o classic rock com esse instrumento, e me chegar nessas reminiscências medievais (como se eu tivesse vivido isso ou soubesse o que é de fato) foi Thijs van Leer. Hocus Pocus é boa? É! Mas Sylvia é o amor de minha vida. E Elspeth of Nottingham, camaradas, olha...
Não tenho muito o que dizer dessa banda, só que dá uma leveza graciosa ouvi-la. É uma experiência e tanto, e confesso que devo explorar melhor essa banda maravilhosa.
13. Mike Oldfield - Tubular Bells (1973)
Todo mundo conhece essa princesinha aqui (e digo no singular porque é uma música só), e não adianta negar! O que muitos não sabem é que é rock progressivo, desconhecem o autor e o tamanho da danada. Fecho a sequência com ela, porque foi minha primeira pisada no solo progressivo.
Era uma da manhã de alguma noite anos atrás, e na Madrugada Classic Rock da KissFM o queridíssimo Rodrigo Branco botou pra tocar metade dela. A metade dela tem por volta de 24-25 minutos. Ou seja: completa tem 49. E foi isso (além de conhecer o som antes de saber que era prog) que mais me conquistou nesse homem. Essa música é mais linda ainda se ouvida com paciência e por completo. E eu sei que você conhece, mesmo você que não conhece quase nada do que postei aqui. Dê play, comprove minha tese!
Leia a parte um desse texto aqui.

1 comentários:

  1. Gente, que post incrível! E não acredito que perdi a primeira parte, vou ler depois que terminar esse comentário. Não sou muito ligada em quais cds possuem as músicas específicas de que gosto, mas curti o jeito com o qual você abordou o tema. Meu pai tem esse álbum do Led Zeppelin e é, de fato, incrível. Como sou desligada em quais músicas são de quais cds, como disse, é realmente de espantar que eu saiba que a maior parte das minhas favoritas vem desse álbum, rs. Agora vou ler o outro post, té! =**

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